PERGUNTAS FREQUENTES

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ATENÇÃO: Todo o conteúdo presente nesta seção de Perguntas Frequentes é de autoria do advogado João Gonçalves – OAB/SP 450089, e está protegido pela Lei nº 9.610/1998, que dispõe sobre os direitos autorais. A reprodução, cópia ou distribuição não autorizada, total ou parcial, deste material constitui violação aos direitos autorais e poderá ensejar responsabilidade civil e penal, nos termos dos artigos 184 e 186 do Código Penal e do Código Civil Brasileiro.

Além disso, este conteúdo tem caráter meramente informativo, destinado a oferecer uma noção básica sobre temas jurídicos recorrentes. Em razão da constante atualização das leis, normas e decisões judiciais, podem ocorrer desatualizações ou imprecisões.

Por isso, nenhuma informação aqui substitui uma consulta personalizada com um advogado. Cada caso possui suas particularidades, e apenas uma análise individual pode oferecer uma orientação jurídica adequada.

Em caso de dúvidas, entre em contato conosco. Estamos à disposição para prestar o suporte necessário.

Direito Civil

Sim. Sempre que você for exposto a situações que causem sofrimento, humilhação ou ofensa à sua dignidade, pode pedir uma indenização por danos morais.
💡 Exemplo: Ser acusado injustamente de furto dentro de uma loja, na frente de outras pessoas, pode gerar direito à indenização.

Sim. Ofensas públicas, inclusive pela internet, podem gerar danos morais. É importante guardar provas (prints, links, etc.).
💡 Exemplo: Se alguém faz um post com xingamentos ou acusações falsas sobre você, isso pode ser levado à Justiça.

Você pode entrar com uma ação para pedir a retirada do nome dos cadastros de inadimplentes e, em muitos casos, receber indenização por danos morais.
💡 Exemplo: Se seu nome foi negativado por uma dívida que você já pagou ou que nunca existiu, é possível buscar reparação.

O ideal é começar de forma amigável. Se não houver pagamento, é possível ajuizar uma ação de cobrança ou monitória, dependendo do caso.
💡 Exemplo: Se você emprestou dinheiro e tem um comprovante, pode entrar com ação judicial e até pedir penhora de bens.

Sim. Se a outra parte descumpriu o contrato, é possível rescindir e buscar compensação pelos prejuízos causados.
💡 Exemplo: Você contratou um fotógrafo para seu casamento e ele não apareceu. Além de reaver o valor pago, pode pedir indenização pelo transtorno.

Não é obrigatório, mas altamente recomendável. Um contrato bem feito evita problemas futuros e garante que seus direitos sejam protegidos.
💡 Exemplo: Contratos de prestação de serviços, parcerias comerciais ou compra de bens de alto valor devem sempre passar por um advogado.

Sim. Conversas por escrito (como e-mails ou WhatsApp) podem ter validade jurídica, dependendo do conteúdo. Ainda assim, o ideal é formalizar por contrato.
💡 Exemplo: Se você contratou um serviço pelo WhatsApp e tem mensagens com valores e datas, isso pode ser usado em caso de processo.

Usucapião é a aquisição da propriedade de um imóvel por meio da posse prolongada, desde que sejam preenchidos certos requisitos legais.
💡 Exemplo: Se você mora há mais de 10 anos num terreno de forma pacífica, contínua e sem contestação, pode ter direito à usucapião.

Sim. Se o acidente ocorreu por negligência do poder público ou de particulares responsáveis pela via, é possível pedir indenização por danos morais e materiais.
💡 Exemplo: Você tropeça em uma calçada quebrada e fratura o pé. Pode cobrar os gastos médicos e até compensação pelo sofrimento.

Sim. Contratos verbais são válidos, mas mais difíceis de provar em caso de disputa. Por isso, recomenda-se sempre formalizar por escrito.
💡 Exemplo: Você combinou um serviço com alguém, mas não escreveu nada. Se houver testemunhas ou comprovantes de pagamento, isso pode ajudar em um processo.

Você pode entrar com uma ação de reintegração de posse para retomar o bem. É importante reunir provas da propriedade e da invasão.
💡 Exemplo: Um terreno seu está sendo usado por outra pessoa sem sua permissão. Um advogado pode ajuizar ação para recuperar a posse.

Sim. Danos causados por terceiros — como infiltrações, vazamentos ou construção irregular — geram direito à reparação.
💡 Exemplo: A reforma do vizinho danifica sua parede com umidade. Ele é responsável pelos prejuízos.

Direito Criminal

Procure imediatamente um advogado criminalista. Ele vai analisar o caso, orientar sobre seus direitos e, se necessário, acompanhar na delegacia ou no processo.
💡 Exemplo: Você recebeu um chamado para depor sobre um furto. Com um advogado, poderá se defender desde o início, evitando erros.

Somente em situações específicas, como flagrante delito, pedido de socorro, desastre ou para evitar a destruição de provas. Caso contrário, é necessário mandado judicial.

É uma audiência que ocorre até 24h após a prisão em flagrante, para que o juiz avalie se a prisão foi legal e se a pessoa pode responder em liberdade.
💡 Exemplo: A pessoa é presa e, no dia seguinte, passa por essa audiência. Com argumentos corretos, pode conseguir liberdade provisória.

Sim, é recomendável comparecer, mas você tem o direito de permanecer em silêncio e só falar na presença de um advogado.

Sim! A defesa já pode atuar desde o inquérito policial, auxiliando a evitar uma denúncia ou preparando provas a seu favor.

Você pode ser considerado revel ou até sofrer condução coercitiva, dependendo do seu papel no processo. Testemunhas também devem justificar ausência.

É uma medida usada para proteger o direito de liberdade de alguém que está sofrendo ou pode sofrer prisão ilegal ou abusiva.
💡 Exemplo: Se alguém foi preso sem provas suficientes, o advogado pode entrar com habeas corpus para libertá-lo.

Não é obrigatório, mas um advogado pode representar você no processo, acompanhar investigações e garantir que seus direitos sejam respeitados.
💡 Exemplo: Se sofreu ameaça ou agressão, o advogado pode acompanhar o boletim de ocorrência, orientar e atuar como assistente da acusação.

São medidas determinadas pelo juiz para proteger vítimas, principalmente em casos de violência doméstica, como afastamento do agressor e proibição de contato.
💡 Exemplo: Em caso de agressão por ex-companheiro, a vítima pode pedir medida que o impeça de se aproximar dela.

Depende do tipo de crime. Em crimes de ação penal privada ou condicionada à representação, é possível desistir, geralmente até o recebimento da denúncia.

É uma prisão sem condenação definitiva, usada para garantir a ordem pública, impedir que o acusado atrapalhe as investigações ou fuja.
💡 Exemplo: Se a pessoa comete um crime grave e ameaça testemunhas, pode ter a prisão preventiva decretada.

É o direito do preso de cumprir a pena em um regime mais brando, conforme o tempo de pena já cumprido e o comportamento.
💡 Exemplo: Alguém no regime fechado pode progredir para o semiaberto após determinado período, conforme a lei.

É uma alternativa à prisão física. A pessoa cumpre pena em casa ou com restrições de horários, e é monitorada por GPS.
💡 Exemplo: Um condenado por crime não violento pode ter a pena substituída por prisão domiciliar com tornozeleira.

Quando a pessoa comete um novo crime após já ter sido condenada por outro, ela é considerada reincidente, o que pode influenciar na pena.
💡 Exemplo: Alguém condenado por furto e que depois comete novo furto será julgado como reincidente, o que pode agravar a situação.

É possível solicitar uma certidão de antecedentes no site da Polícia Civil ou da Polícia Federal. Um advogado também pode consultar seu histórico judicial.

Qualquer pessoa pode ser denunciada, mas sem provas suficientes, o processo pode ser arquivado ou resultar em absolvição.

Significa que não cabe mais recurso no processo, e a decisão se torna definitiva. A partir daí, começa a execução da pena

Mesmo preso, a pessoa tem direitos, como: integridade física, visitas, assistência médica e religiosa, alimentação adequada e defesa jurídica. Daí a necessidade de serem acompanhados por advogados, para que tenham seus direitos resguardados.

Direito do Consumidor

Você pode entrar com uma ação para pedir a retirada do nome dos cadastros de inadimplentes e, em muitos casos, receber indenização por danos morais.
💡 Exemplo: Se seu nome foi negativado por uma dívida que você já pagou ou que nunca existiu, é possível buscar reparação.

Sim. O comprador pode pedir indenização por danos materiais (como aluguel pago enquanto esperava o imóvel) e até por danos morais, dependendo do caso.
💡 Exemplo: Você comprou um apartamento com previsão de entrega para março de 2023, mas ele só foi entregue um ano depois. É possível acionar a construtora.

Você pode exigir a devolução dos valores em dobro (em muitos casos), além de eventual indenização por danos morais.
💡 Exemplo: Um banco cobra um serviço não contratado, como seguro ou tarifa escondida, e desconta direto da sua conta. Isso é ilegal.

Sim. Empréstimos não solicitados são considerados abusivos. Você pode pedir o cancelamento, a devolução dos valores pagos e uma indenização.
💡 Exemplo: Idosos são frequentemente vítimas desse tipo de golpe. Mesmo que tenham recebido o dinheiro, se não houve consentimento, é possível anular.

Você pode exigir a troca, o conserto ou o reembolso, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
💡 Exemplo: Um eletrodoméstico novo para de funcionar com poucos dias de uso e a loja se recusa a resolver. Você pode acionar judicialmente.

Sim, se a compra foi feita pela internet, telefone ou fora de loja física, você tem até 7 dias corridos para desistir, sem precisar justificar.

Você tem 30 dias (produtos não duráveis) ou 90 dias (produtos duráveis) para reclamar. A loja ou fabricante tem até 30 dias para resolver.

Não. A cobrança deve ser feita com respeito. Ameaças, ligações abusivas ou exposição pública são consideradas prática abusiva e passíveis de indenização.
💡 Exemplo: Um cobrador liga para seu trabalho ou ameaça “colocar seu nome na praça”. Isso é ilegal.

Sim, o consumidor tem direito de cancelar contratos a qualquer momento. Dependendo do tipo de contrato, pode haver multa proporcional.
💡 Exemplo: Você contratou um curso, mas não vai mais utilizá-lo. Pode cancelar e pagar apenas pelo tempo utilizado.

Vale o preço que estava anunciado no momento da compra, mesmo que tenha sido erro do fornecedor, se o consumidor conseguir provar.
💡 Exemplo: Um celular estava anunciado por R$ 500 e depois alteraram para R$ 2.000. Se você tiver prova da oferta, pode exigir a venda pelo valor inicial.

É quando o fornecedor obriga o consumidor a comprar outro produto ou serviço para ter acesso ao que realmente deseja. Essa prática é ilegal.
💡 Exemplo: Um cinema que obriga o cliente a comprar pipoca junto com o ingresso comete venda casada.

Sim. Se o serviço não estiver sendo prestado como prometido, você pode cancelar o contrato sem pagar multa.

Sim. Você tem direito à assistência (alimentação, hospedagem e transporte), reacomodação ou reembolso. Pode, inclusive, ser indenizado em certos casos.

Sim. Se a entrega ultrapassou o prazo combinado, o consumidor pode exigir a entrega imediata, desistir da compra ou pedir restituição do valor pago.
💡 Exemplo: Comprou um tênis com prazo de 10 dias e já passaram 20 sem explicação. Você pode cancelar e exigir reembolso.

Não. Tanto o fornecedor quanto o fabricante são responsáveis solidários pelos vícios do produto ou serviço.
💡 Exemplo: Comprou um notebook numa loja e ele apresentou defeito. A loja também responde, mesmo se o problema for da marca.

Direito de Família e Sucessão

A pensão alimentícia é um valor pago por um dos pais (geralmente o que não mora com o filho) para ajudar nas despesas da criança, como alimentação, escola, remédios, roupas etc.
💡 Exemplo: Um pai que não mora com o filho pode ser obrigado a pagar mensalmente um valor proporcional ao seu salário.

É possível entrar com um pedido na Justiça por meio de um advogado ou pela Defensoria Pública. Também é possível incluir esse pedido no processo de divórcio ou separação.
💡 Exemplo: A mãe pode pedir pensão quando o casal se separa, e o juiz vai analisar quanto o pai pode pagar, sem prejudicar o sustento dele.

A guarda compartilhada é a regra atual no Brasil. Significa que pai e mãe decidem juntos sobre a vida da criança, mesmo que ela more com apenas um deles.
💡 Exemplo: Mesmo que o filho more com a mãe, o pai pode participar igualmente das decisões sobre escola, saúde e viagens.

Nem todo ex-companheiro tem direito a pensão. Ela só é concedida se a pessoa provar que precisa da ajuda financeira e que o outro pode pagar.
💡 Exemplo: Uma mulher que parou de trabalhar para cuidar da casa e dos filhos pode ter direito a pensão após o divórcio, por um tempo determinado.

É quando um dos pais tenta afastar o filho do outro, falando mal, impedindo o convívio ou inventando mentiras. Isso pode prejudicar a criança e é proibido por lei.
💡 Exemplo: A mãe diz ao filho que o pai não o ama para que ele não queira mais vê-lo. Isso é alienação parental e pode ser punido.

Se o pai quiser reconhecer o filho, pode ir ao cartório. Se ele se recusar, a mãe pode entrar na Justiça pedindo o teste de DNA.
💡 Exemplo: Uma mãe que não tem o nome do pai na certidão do filho pode entrar com uma ação judicial e pedir exame de DNA.

É quando duas pessoas vivem juntas como se fossem casadas, com intenção de formar uma família, mesmo sem assinar nada.
💡 Exemplo: Um casal que mora junto há anos e divide contas, tem filhos ou bens em comum já pode ter uma união estável reconhecida pela Justiça.

Depende do regime de bens. O mais comum é a comunhão parcial, onde tudo o que foi adquirido durante o casamento é dividido igualmente.
💡 Exemplo: Se um casal comprou um carro juntos depois do casamento, mesmo que esteja no nome de um só, ele será dividido na separação.

Se a casa foi comprada durante o casamento e não houve outro acordo, ela é dividida entre os dois.
💡 Exemplo: Mesmo que só um esteja morando na casa, o outro tem direito a metade do valor, se a casa for dos dois.

É possível mudar o regime de bens, mesmo depois de casado, com autorização da Justiça e de comum acordo entre o casal.
💡 Exemplo: Um casal que se casou em separação total pode pedir para mudar para comunhão parcial, desde que justifique e o juiz autorize.

É o divórcio feito direto no cartório, sem precisar de processo na Justiça. Só é possível se o casal estiver de acordo, não tiver filhos menores ou incapazes, e for assistido por um advogado.
💡 Exemplo: Um casal sem filhos que concorda com a separação e a divisão dos bens pode se divorciar no cartório com ajuda de um advogado.

É quando apenas um dos pais fica responsável pelas decisões da vida do filho. O outro continua com direito de visita e deve pagar pensão.
💡 Exemplo: Se o pai está ausente e a mãe cuida sozinha da criança, o juiz pode conceder guarda unilateral para a mãe.

Sim, em casos graves, como abandono, maus-tratos, negligência ou risco à segurança da criança.
💡 Exemplo: Se o pai agride o filho ou expõe ele a situações perigosas, a mãe pode pedir a guarda exclusiva e o juiz pode retirar a guarda do pai.

O pai ou a mãe que não tem a guarda pode visitar o filho regularmente, conforme combinado entre as partes ou definido pelo juiz.
💡 Exemplo: É comum que o pai fique com o filho em fins de semana alternados e nas férias escolares, caso não tenha a guarda.

Sim, se houver rompimento do contato com os netos e isso prejudicar o vínculo familiar, os avós podem recorrer à Justiça.
💡 Exemplo: Após o divórcio dos pais, a mãe impede os filhos de verem os avós paternos. Os avós podem pedir o direito de visita.

Sim. Se houver filho em comum, o pai tem obrigação de contribuir, mesmo que nunca tenham sido casados.
💡 Exemplo: Uma mãe solteira pode pedir pensão ao pai do bebê, mesmo que o relacionamento entre eles tenha sido breve.

Sim, tanto para aumentar quanto para diminuir. É necessário provar mudança na situação financeira ou nas necessidades do filho.
💡 Exemplo: Se o pai perde o emprego, pode pedir redução. Se a criança começa a fazer tratamento médico caro, a mãe pode pedir aumento.

Em geral, até os 18 anos (mas depende de pedido formal ao juiz) ou até o fim da faculdade, mas pode variar dependendo do caso.
💡 Exemplo: Se o filho cursa faculdade e depende financeiramente, o pai pode ser obrigado a continuar pagando até os 24 anos, em média.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos (independentemente do estado civil) pode adotar, desde que tenha pelo menos 16 anos a mais que a criança.
💡 Exemplo: Uma mulher de 30 anos pode adotar uma criança de 10 anos, mesmo sendo solteira.

Pode variar muito, dependendo da cidade e do perfil da criança desejada. Em média, leva de 6 meses a 2 anos.

Sim. É chamada de adoção unilateral e permite que o padrasto ou madrasta adote o enteado, com autorização do pai ou mãe biológico.

Sim. Após a adoção, não existe mais diferença legal entre filhos adotivos e biológicos.

Herança é o conjunto de bens, direitos e dívidas deixados por alguém que faleceu. Têm direito os herdeiros legais, como filhos, cônjuge e pais.
💡 Exemplo: Se uma pessoa falece e deixa um imóvel, ele será dividido entre os filhos e o cônjuge sobrevivente.

Sim. O inventário é necessário para transferir os bens aos herdeiros, com ou sem testamento.

O inventário extrajudicial é feito em cartório, quando todos os herdeiros estão de acordo e não há menores de idade. O judicial ocorre quando há conflito ou herdeiros incapazes.

Depende do regime de bens. Em muitos casos, sim. O cônjuge pode ser herdeiro ou apenas meeiro (com direito à metade dos bens).

Direito Imobiliário

Não. O despejo só pode ocorrer por meio de decisão judicial, salvo em situações muito específicas (como abandono do imóvel). O locador deve respeitar prazos e requisitos legais, incluindo notificação formal.

O locador pode ingressar com ação de despejo por falta de pagamento, podendo inclusive solicitar liminar para desocupação em 15 dias, desde que haja contrato escrito e a dívida esteja comprovada.

Sim. Se os defeitos eram ocultos ou não foram informados pelo vendedor, é possível entrar com ação de responsabilidade por vícios ocultos, com pedido de reparação ou até rescisão do contrato.

Depende. Se o fiador não solicitou a exoneração da fiança no momento oportuno, ele pode ser responsabilizado por débitos posteriores ao prazo original do contrato.

Sim. O imóvel pode ser vendido, mas o inquilino tem direito de preferência na compra, e a venda deve respeitar os termos previstos na Lei do Inquilinato

Sim, mas contratos verbais dificultam a prova de obrigações em juízo. O ideal é formalizar por escrito. Ainda assim, a ausência do contrato não impede o ajuizamento de ação de despejo ou cobrança.

Sim, desde que a cobrança esteja dentro do prazo prescricional (em geral, 5 anos) e seja fundamentada. Mas é necessário verificar se não houve prescrição ou abuso.

Usucapião é uma forma de conseguir a posse legal de um imóvel (casa, terreno, apartamento) quando a pessoa mora ou cuida do lugar por muitos anos, como se fosse dona, sem ser incomodada e sem contestação de ninguém.
Se seguir todas as regras da lei (como o tempo mínimo de ocupação), é possível pedir na Justiça ou em cartório para que o imóvel passe oficialmente para o seu nome.

Não. As áreas comuns pertencem a todos os condôminos e qualquer alteração depende de aprovação em assembleia, normalmente com quórum qualificad

Em regra, o síndico pode aplicar multas por infrações previstas na convenção do condomínio, mas deve seguir os procedimentos estabelecidos no regulamento, garantindo o direito de defesa.

Direito Trabalhista

Você tem direito a: aviso prévio (trabalhado ou indenizado), saldo de salário, férias + 1/3, 13º proporcional, saque do FGTS com multa de 40% e seguro-desemprego, além destas verbas, ainda poderão ter outras a serem acrescidas a depender do cargo, função, tempo de empresa, sindicado, etc.

Você tem até 2 anos após o fim do contrato para entrar com ação. Pode cobrar direitos dos 5 últimos anos (contados da data em que entrar com a ação).

Sim! Mesmo sem carteira assinada, você pode cobrar seus direitos trabalhistas, como salário, férias, 13º, FGTS e INSS.

É toda atitude abusiva, humilhante ou repetitiva que cause dano psicológico ao trabalhador, como xingamentos, ameaças ou isolamento.

💡 Exemplo: Se o chefe humilha o funcionário constantemente na frente dos colegas, isso pode caracterizar assédio moral.

Você pode tentar resolver de forma amigável. Se não funcionar, pode entrar com uma ação trabalhista e pedir rescisão indireta (como se fosse demitido por justa causa do empregador).

💡 Exemplo: Dois meses sem salário já justificam o pedido de rescisão e indenização por descumprimento contratual.

É quando o empregado pede para sair do trabalho, mas por culpa do empregador. Ou seja, o patrão comete faltas graves, e o funcionário tem direito a sair como se tivesse sido demitido sem justa causa.

💡 Exemplo: Se o patrão atrasa salários constantemente ou obriga o empregado a trabalhar sem condições mínimas, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta e receber todos os direitos como multa do FGTS, seguro-desemprego, etc.

Sim, se sua atividade apresentar riscos (como eletricidade ou inflamáveis) ou exposição a agentes prejudiciais à saúde (químicos, biológicos, ruído, etc.).

💡 Exemplo: Um frentista de posto de gasolina pode receber adicional de periculosidade de 30% sobre o salário.

A jornada padrão é de até 8 horas por dia e 44 horas semanais. Horas extras devem ser pagas com adicional de no mínimo 50%.

💡 Exemplo: Quem trabalha das 8h às 18h com 1h de almoço já completou a jornada legal. Trabalhos além disso devem ser pagos como extra.

Depende do tipo de estabilidade. Estabilidade por acidente de trabalho, gravidez ou dirigente sindical só permite demissão por justa causa comprovada.

💡 Exemplo: Uma gestante só pode ser demitida por justa causa, mesmo que o empregador alegue corte de pessoal.

É a demissão provocada por falta grave do empregado, como desídia, insubordinação, roubo, embriaguez ou abandono de emprego.

Sim. Para jornada acima de 6h, o intervalo é de no mínimo 1h. Para jornadas entre 4h e 6h, o intervalo é de 15 minutos.

Sim. Se o acidente gerar afastamento superior a 15 dias e o trabalhador receber auxílio-doença acidentário (B91), ele tem estabilidade por 12 meses após o retorno ao trabalho.

💡 Exemplo: Um ajudante que machuca a coluna no serviço e fica afastado por 2 meses não pode ser demitido no primeiro ano após a volta.

Sim. O trabalho remoto tem os mesmos direitos que o presencial, como salário, férias, 13º e descanso. Mas o controle de jornada pode ser diferente, e o contrato deve prever isso.

Sim, quando há ofensas, humilhações, perseguições ou exposição indevida que causem abalo emocional ou psicológico no trabalhador.

É um tipo de contrato onde o empregado é convocado para trabalhar apenas em períodos determinados, com pagamento proporcional por horas ou dias trabalhados.

💡 Exemplo: Um garçom contratado para eventos de fim de semana, que só recebe pelos dias em que trabalha.

Em regra, não. O MEI é considerado um empresário individual e não possui vínculo empregatício. Mas se houver relação típica de emprego (subordinação, habitualidade, salário), é possível pedir o reconhecimento do vínculo.

💡 Exemplo: Se um “MEI” trabalha de segunda a sábado para a mesma empresa, com horários fixos e ordens diretas, pode buscar seus direitos na Justiça.

Depende. Só é permitido desconto se houver previsão no contrato e se for comprovado que o empregado agiu com dolo (má intenção).

💡 Exemplo: Se um caixa comete erro involuntário, o empregador não pode descontar. Mas se ele desvia dinheiro intencionalmente, pode haver desconto e até justa causa.

A gestante tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, mesmo que o empregador não soubesse da gravidez no momento da demissão.

💡 Exemplo: Se a funcionária é demitida e depois descobre que estava grávida, ela pode pedir a reintegração ou indenização equivalente.

Sim, se for demitido sem justa causa, tiver trabalhado pelo tempo mínimo exigido e não estiver recebendo outro benefício da Previdência.

💡 Exemplo: Quem trabalhou por pelo menos 12 meses com carteira assinada, pode ter direito a 3 a 5 parcelas de seguro-desemprego.

Direito Previdenciário

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é o órgão que administra os benefícios previdenciários dos trabalhadores, como aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte e salário-maternidade. Ele é financiado pelas contribuições mensais feitas pelos trabalhadores e empregadores.

💡 Exemplo: Se o chefe humilha o funcionário constantemente na frente dos colegas, isso pode caracterizar assédio moral.

Saber se você já pode se aposentar envolve analisar sua idade, o tempo que você contribuiu com o INSS, o tipo de trabalho que exerceu e, principalmente, em qual regra você se encaixa — o que ficou mais complexo após a Reforma da Previdência de 2019.

A aposentadoria deixou de ter regras únicas: hoje existem várias possibilidades (como regras antigas, regras de transição e as novas regras), e cada uma exige requisitos diferentes. Vamos explicar com calma:

🔹 1. Aposentadoria pelas regras novas (pós-reforma)

Para quem começou a contribuir após 13/11/2019, ou ainda não tinha tempo suficiente antes da reforma, valem as novas regras:

  • Aposentadoria por idade:
    • Mulheres: 62 anos de idade e pelo menos 15 anos de contribuição.
    • Homens: 65 anos de idade e pelo menos 20 anos de contribuição.

💡 Exemplo: Uma mulher de 62 anos que começou a trabalhar aos 47 e tem 15 anos de carteira assinada pode se aposentar por idade.

🔹 2. Regras de transição (para quem já contribuía antes da reforma)

Se você já contribuía com o INSS antes de novembro de 2019, pode se encaixar em uma das regras de transição, criadas para não prejudicar quem estava perto de se aposentar. As principais são:

  • Sistema de pontos (idade + tempo de contribuição)
    Em 2024, a pontuação exigida é:
    • 91 pontos para mulheres (mínimo de 30 anos de contribuição)
    • 101 pontos para homens (mínimo de 35 anos de contribuição)
  • Pedágio de 50%:
    Para quem faltava até 2 anos para se aposentar antes da reforma.
    Exige um acréscimo de 50% do tempo que faltava.
  • Pedágio de 100%:
    Exige cumprir o dobro do tempo que faltava para se aposentar.
  • Idade mínima progressiva:
    A idade exigida aumenta a cada ano. Em 2024, é:
    • Mulheres: 58 anos + 30 anos de contribuição
    • Homens: 63 anos + 35 anos de contribuição

💡 Exemplo: Um homem com 35 anos de contribuição e 63 anos de idade em 2024 já pode se aposentar pela idade mínima progressiva.

🔹 3. Outros tipos de aposentadoria

  • Aposentadoria por invalidez (hoje chamada de benefício por incapacidade permanente): para quem, por motivo de doença ou acidente, não pode mais trabalhar de forma permanente.
  • Aposentadoria especial: para quem trabalhou por muitos anos em atividades nocivas à saúde, como eletricistas, trabalhadores expostos a agentes químicos, médicos, etc.
  • Aposentadoria rural: para quem trabalhou no campo, com regras específicas e mais flexíveis.
  • Aposentadoria por idade exige idade mínima (62 anos para mulheres e 65 para homens) + tempo mínimo de contribuição.

  • Aposentadoria por tempo de contribuição (regra de transição) considera o tempo que você já contribuiu antes da reforma, com exigências adicionais como pedágio.

💡 Exemplo: Alguém que contribuiu por 35 anos antes da reforma pode entrar numa regra de transição e se aposentar antes da idade mínima, mas com um pedágio.

Em regra, não. O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria por idade é de 15 anos (180 contribuições), exceto em casos muito específicos, como pensão por incapacidade permanente ou benefício assistencial (LOAS), que não exige contribuição.

É uma regra de transição da reforma da Previdência. Soma-se a idade + tempo de contribuição, e o trabalhador precisa atingir uma pontuação mínima (em 2024: 91 pontos para mulheres e 101 para homens). A pontuação aumenta todo ano.

💡 Exemplo: Uma mulher com 58 anos e 33 anos de contribuição atinge 91 pontos — pode se aposentar por essa regra.

💡 Exemplo: Dois meses sem salário já justificam o pedido de rescisão e indenização por descumprimento contratual.

É a antiga aposentadoria por invalidez. É concedido quando o trabalhador é considerado total e permanentemente incapaz para o trabalho, sem possibilidade de reabilitação.

💡 Exemplo: Uma pessoa que sofre um AVC e perde os movimentos de um lado do corpo pode ter direito ao benefício.

💡 Exemplo: Se o patrão atrasa salários constantemente ou obriga o empregado a trabalhar sem condições mínimas, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta e receber todos os direitos como multa do FGTS, seguro-desemprego, etc.

É um benefício pago ao segurado que está temporariamente incapaz de trabalhar por motivo de doença ou acidente, e que ficou afastado por mais de 15 dias consecutivos.

💡 Exemplo: Um frentista de posto de gasolina pode receber adicional de periculosidade de 30% sobre o salário.

Sim. Existe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), destinado a pessoas com 65 anos ou mais, ou pessoa com deficiência, que não tenham meios de se sustentar e vivam em situação de baixa renda. Não é aposentadoria e não exige contribuição.

💡 Exemplo: Quem trabalha das 8h às 18h com 1h de almoço já completou a jornada legal. Trabalhos além disso devem ser pagos como extra.

Sim. Aposentados podem continuar trabalhando normalmente, exceto os aposentados por invalidez, que perdem o benefício se voltarem ao trabalho.

💡 Exemplo: Uma gestante só pode ser demitida por justa causa, mesmo que o empregador alegue corte de pessoal.

Você pode acessar o site ou aplicativo Meu INSS, fazer login com sua conta Gov.br e consultar o extrato de contribuições (CNIS). Lá é possível verificar se todos os pagamentos estão sendo feitos corretamente.

Sim. Para jornada acima de 6h, o intervalo é de no mínimo 1h. Para jornadas entre 4h e 6h, o intervalo é de 15 minutos.

Sim. Se o acidente gerar afastamento superior a 15 dias e o trabalhador receber auxílio-doença acidentário (B91), ele tem estabilidade por 12 meses após o retorno ao trabalho.

💡 Exemplo: Um ajudante que machuca a coluna no serviço e fica afastado por 2 meses não pode ser demitido no primeiro ano após a volta.

Sim. O trabalho remoto tem os mesmos direitos que o presencial, como salário, férias, 13º e descanso. Mas o controle de jornada pode ser diferente, e o contrato deve prever isso.

Sim, quando há ofensas, humilhações, perseguições ou exposição indevida que causem abalo emocional ou psicológico no trabalhador.

É um tipo de contrato onde o empregado é convocado para trabalhar apenas em períodos determinados, com pagamento proporcional por horas ou dias trabalhados.

💡 Exemplo: Um garçom contratado para eventos de fim de semana, que só recebe pelos dias em que trabalha.

Em regra, não. O MEI é considerado um empresário individual e não possui vínculo empregatício. Mas se houver relação típica de emprego (subordinação, habitualidade, salário), é possível pedir o reconhecimento do vínculo.

💡 Exemplo: Se um “MEI” trabalha de segunda a sábado para a mesma empresa, com horários fixos e ordens diretas, pode buscar seus direitos na Justiça.

Depende. Só é permitido desconto se houver previsão no contrato e se for comprovado que o empregado agiu com dolo (má intenção).

💡 Exemplo: Se um caixa comete erro involuntário, o empregador não pode descontar. Mas se ele desvia dinheiro intencionalmente, pode haver desconto e até justa causa.

A gestante tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, mesmo que o empregador não soubesse da gravidez no momento da demissão.

💡 Exemplo: Se a funcionária é demitida e depois descobre que estava grávida, ela pode pedir a reintegração ou indenização equivalente.

Sim, se for demitido sem justa causa, tiver trabalhado pelo tempo mínimo exigido e não estiver recebendo outro benefício da Previdência.

💡 Exemplo: Quem trabalhou por pelo menos 12 meses com carteira assinada, pode ter direito a 3 a 5 parcelas de seguro-desemprego.